quinta-feira, janeiro 10, 2008

Tudo o que você precisa saber sobre "FEBRE AMARELA", a epidemia da moda


Febre amarela? Hei!!! Agora não era aquele período chato que só falavam de Dengue? Mas essa globalização!!

O período é de férias, e, o que queremos é viajar! Legal, mas você está imunizado contra febre amarela? Não???
Pois então, você não pode visitar 3.600 municípios brasileiros, senão suas férias....
Confira as áreas que apresentam risco no Brasil para está doença, http://www.cives.ufrj.br/.

Lembra daquele famoso conhecido nosso aqui do Blog:
o Aedes aegypti,
pois é, ele pode transmitir o dengue e também a febre amarela, e não é que o danadinho esta presente em 3600 municípios brasileiros.

FEBRE AMARELA - SES-GO adota medidas de contenção da doença

Após a notificação de morte de macacos em 28 municípios goianos em decorrência da febre amarela silvestre, SES-GO alerta população e municípios para necessidade de vacinação e controle de vetores

O titular da Secretaria da Saúde do Estado de Goiás (SES-GO), Cairo de Freitas, esteve nesta quinta-feira, 20 de dezembro, no Ministério da Saúde (MS), para discutir a situação preocupante que o Estado enfrenta com relação à febre amarela. Até o momento já foram notificadas mortes de macacos por febre amarela silvestre em 28 municípios goianos. Deste total, foram confirmados três óbitos pela doença, sendo dois em Aparecida de Goiânia e um na Capital.

Diante deste quadro, foi deflagrada uma campanha conjunta (Estado, municípios e MS) para vacinar a população não vacinada ou vacinada há mais de 10 anos, fazer controle de vetores (o mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da febre amarela) e intensificar a vigilância dos casos de óbito. Esse anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira, 21 de dezembro, no Gabinete do Secretário, onde participaram a coordenadora de Vigilância de Zoonose do MS, Rosely Cerqueira, e Cairo de Freitas.

O secretário alerta que Goiás chegou a uma situação alarmante, já que houve um aumento muito grande de mortes de macaco em áreas urbanas, o que torna o fato mais grave. “As cidades cresceram rumo às zonas rurais. Com isso, nós, humanos, acabamos invadindo o habitat natural dos macacos”, justifica. Cairo de Freitas alerta a população para que não persiga os animais, por conta do risco da doença e sim tome as medidas de prevenção à doença: vacinação e combate ao mosquito Aedes aegypti.

Estima-se que em Goiás existam cerca de 800 mil pessoas não vacinadas, o que corresponde a cerca de 15% da população do Estado. A coordenadora de Vigilância de Zoonose do MS destaca que houve neste ano registro de febre amarela em outros estados brasileiros, porém a situação de Goiás é a mais preocupante por ter registro de casos de epizootia (morte ou ocorrência de doenças em animais) em mais municípios.
“Por conta desta situação, o Ministério da Saúde dará uma assistência irrestrita ao Estado, desde a disponibilização de doses de vacina suficientes para a cobertura de toda população não imunizada, a ajuda no controle de vetores e acompanhamento, vigilância, dos casos de óbito pela doença”, informa Rosely Cerqueira. Cairo de Freitas anunciou que o MS liberou R$ 500 mil para a aquisição de materiais necessários à vacinação (seringas, agulhas etc.) e ao combate ao mosquito.
Plano de combate

Representantes dos municípios onde houve registro de casos de febre amarela reuniram-se com Cairo de Freitas, na manhã desta sexta-feira, para a elaboração de ações de curtíssimo prazo para controle da doença. No dia 27 deste mês, será apresentado um plano de combate à febre amarela, que inclui todos os municípios goianos. As ações serão deflagradas a partir do dia 2 de janeiro de 2008.

Enquanto isso, informa Cairo de Freitas, as ações de rotina estão sendo intensificadas. “Uma das grandes dificuldades enfrentadas é o desconhecimento da população sobre a necessidade de se vacinar”, destaca o secretário.Entre as medidas adotadas neste plano, estão o trabalho educativo junto à população, no sentido de incentivar à vacinação e o controle do mosquito Aedes aegypti; contratação e qualificação de pessoal para o melhor diagnóstico e controle da doença, providenciar infra-estrutura adequada no Hospital de Doenças Tropicais – unidade da SES-GO – para atender casos e diagnosticar a doença, providenciar recursos necessários ao combate ao mosquito (bombas inseticidas etc.), vigilância da morte de primatas (macacos) e a busca ativa (ir atrás da população não vacinada).

As pessoas interessadas em tomar a vacina devem procurar os postos de saúde dos municípios, onde a vacina encontra-se disponível, por ser uma imunização de rotina. É importante levar o cartão de vacinação (quem tem). A vacina é recomendada para pessoas acima de 9 meses de idade, que nunca se vacinaram ou que tomaram a vacina há mais de dez anos. Somente as gestantes não devem ser vacinadas.

Casos em Goiás

Em abril de 2007, foram confirmados dois casos de febre amarela urbana (FAU) no município de Jataí, que levaram a óbito. Ambas as vítimas nunca tinham tomado a vacina. Desde então, a SES-GO vem intensificando a vacinação contra a doença.

Isso porque – de acordo com a Coordenação Estadual de Imunização da Spais/SES-GO – a incidência de casos de febre amarela ocorre em ciclos de 5 a 7 anos. Como os últimos casos registrados em Goiás, anteriores a estes, foram nos anos de 1999 e 2000, em 2007, provavelmente, o Estado poderá enfrentar casos da doença. Goiás encontra-se na região endêmica brasileira para febre amarela silvestre (FAS), pela manutenção do vírus amarílico entre os hospedeiros naturais. Em 1999, foram registrados 12 casos de FAS, com cinco óbitos.

Em 2000, registrou-se 54 casos de FAS com 24 óbitos. Desde 2001, Goiás não confirmava nenhum caso de febre amarela em humanos. Em 2007, já foram notificados dezenas de casos em 28 municípios goianos.

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por vetores, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos (silvestre e urbano). Reveste-se da maior importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas.

O agente etiológico, o vírus RNA – vírus da febre amarela –, arbovírus pertencente ao gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Na febre amarela urbana (FAU) o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica. Já no caso da silvestre (FAS) os primatas não-humanos (macacos) são os principais hospedeiros do vírus amarílico, sendo o homem um hospedeiro acidental.

Transmissão

O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da febre amarela urbana. A transmissão se dá por meio da picada de mosquitos infectados. Não há transmissão de pessoa a pessoa. Já no caso da febre amarela silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os dos gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. No Brasil, a espécie Haemagogus janthinomys é a que se destaca na transmissão do vírus.
Devido à persistência do vírus em seu organismo por tempo mais longo do que nos macacos, os mosquitos seriam os verdadeiros reservatórios, além de vetores.

O período de incubação da doença é de três a seis dias após a picada do mosquito infectado. O período de transmissibilidade – a viremia humana – dura no máximo uma semana, e vai desde 24 horas antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após o início da doença, período em que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Uma vez infectado, o Aedes aegypti pode transmitir o vírus amarílico durante toda a sua vida.

Manifestações clínicas

O quadro clínico típico é caracterizado por manifestações de insuficiência hepática e renal, tendo em geral apresentação bifásica. A fase inicial é o período prodômico, caracterizado por infecção que dura cerca de três dias, tem início súbito e sintomas gerais como calafrios, cefalalgia (dores de cabeça), lombalgia (dores nas costas), mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos.

O segundo período é o toxêmico – caracterizado pelo reaparecimento de febre, diarréia e vômitos com aspecto de borra de café –, que surge após uma aparente remissão da doença, que é o declínio da temperatura e a diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em muitos casos, após a fase toxêmica, a doença evolui para óbito em aproximadamente uma semana.

Diagnóstico e tratamento

As formas leve e moderada da febre amarela são de difícil diagnóstico diferencial, pois podem ser confundidas com outras doenças infecciosas que atingem o sistema respiratório, digestivo e urinário. As formas graves, com quadro clínico clássico ou fulminante, devem ser diferenciadas de malárias por Plasmodium falciparum, leptospirose, além de formas fulminantes de hepatites.

Devem ser lembradas, ainda, as febres hemorrágicas de etiologia viral, como dengue hemorrágico e septicemias.

Já o diagnóstico laboratorial é feito mediante o isolamento do vírus amarílico em amostras de sangue ou de tecido hepático, por detecção de antígeno em tecido e por sorologia.Não existe tratamento específico para a febre amarela. É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sangüíneas, quando indicado.

Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa unidade de terapia intensiva, o que reduz as complicações e a letalidade. Em caso de confirmação da doença, o paciente deve ser imediatamente hospitalizado.

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde alerta que a ocorrência de casos suspeitos de febre amarela requer imediata notificação e investigação por se tratar de uma doença grave. Portanto, logo que se tenha conhecimento da suspeita de casos, deve-se organizar um bloqueio vacinal nas áreas onde o paciente esteve no período da viremia, privilegiando as populações expostas ao risco de transmissão, não sendo necessário aguardar resultados de exames laboratoriais para a confirmação dos casos suspeitos.

O MS alerta que um caso pode significar a existência de um surto, o que impõe a adoção imediata de medidas de controle. Por ser uma doença de notificação compulsória internacional, todo caso suspeito deve ser posteriormente comunicado (por fax, telefone ou e-mail) às autoridades sanitárias superiores.

Os municípios onde foram notificados os óbitos são:
Abadia de Goiás
Anápolis
Aparecida de Goiânia
Brazabrantes
Bela Vista
Caldazinha
Castelândia
Divinópolis
Doverlândia
Faina
Fazenda Nova Gameleira
Goianira
Goiânia
Goiás
Heitoraí
Hidrolândia
Inhumas
Itapuranga
Jataí
Montes Claros
Novo Brasil
Palestina de Goiás
Paraúna
Piranhas
São Miguel do Passa Quatro
Silvânia
Vianópolis


Fonte: Secretaria Estadual de Goiás, em 04/01/08

Tirado de "Gente Sem Saúde"

2 comentários:

Prime Time disse...

Olá!

Tenho um blog sobre séries, o Prime Time (http://primetimebr.blogspot.com/) e gostaria de saber como faço para divulgá-lo no seu site. É só trocar banners para fazer a parceria? Aguardo resposta.

Abraços,

Diego Almeida.

Baby disse...

Olá, estava no blog da Adriana e lendo os coments sobre o blog da Ione, parei em seu perfil e acabei aqui, nossa estou quase 1 hora lendo os posts, parabens, se tem blog de qualidade este blog é o seu com certeza, um dos melhores q eu li até hj, valew fica com Deus


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